Buscar

Este ano de 2021 marca o Centenário da Legião de Maria. Fundada em 7 de setembro

de 1921, em Dublin (Irlanda), a Legião de Maria é uma “associação internacional de fiéis”, assim reconhecida pelo Pontifício Conselho para os Leigos (27 de outubro de 2014).

Seu fundador, Frank Duff (Francis Michael Duff, 07/06/1889 – 07/11/1980), um leigo da Sociedade São Vicente de Paulo, juntamente com algumas senhoras católicas, sob a orientação religiosa do Pe. Michael Toher, da Arquidiocese de Dublin, fundou o primeiro núcleo legionário, o primeiro “Praesidium”, sob o título de Nossa Senhora da Misericórdia.

A finalidade da Legião de Maria e, portanto, de seus associados, é a glória de Deus, por meio da santificação de seus membros, pela oração e cooperação ativa, sob a direção da autoridade eclesiástica, na obra de Maria e da Igreja. Para tanto, os legionários de Maria reúnem-se semanalmente em pequenos núcleos, chamados “praesidium” (proteção), para suas orações legionárias próprias, incluindo os mistérios do rosário, leitura espiritual e estudo do seu Manual Oficial, e relatório de trabalhos apostólicos realizados no transcurso da semana.

A Legião de Maria é uma grande força na Igreja, na promoção da fé cristã e no combate às forças do maligno. Por ser uma obra de Deus Trindade, por Maria, em Maria e com Maria, a Legião realiza grandes prodígios na campanha das causas de Deus, que é a salvação de toda e qualquer pessoa humana e de toda a criação. Cada legionário, como batizado e filho de Nossa Senhora, deve dar testemunho de sua fé, praticar a caridade para com todas as pessoas, em especial para com os mais empobrecidos, e vivenciar a esperança numa sociedade justa, solidária, livre e tolerante. Os legionários, como todos os leigos na Igreja, devem se empenhar “em colaborar com todos os homens de boa vontade, para promoverem tudo que for verdadeiro, tudo que for justo, tudo que for santo, tudo que for amável (cf. Fp 4,8).

No Brasil, a Legião de Maria chegou em 1950 com João Creff, que conhecera a Legião de Maria na França e a trouxera para o Brasil. Juntamente com Teresinha Lagoa e o incentivo do Pe. José Tonelli, pároco de Nossa Senhora de Fátima (Arquidiocese do Rio de Janeiro), iniciou-se o primeiro núcleo legionário chamado “Praesidium Refugium Peccatorum” (Refúgio dos pecadores). Em 24 de outubro de 1951, a Legião de Maria recebeu o reconhecimento oficial de Dom Jaime de Barros Câmara para suas atividades apostólicas.

Na Arquidiocese de Florianópolis, os primeiros registros da Legião de Maria deram-se em 1958. Na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, no Estreito, em Florianópolis, em 29 de junho de 1958, as legionárias de São Paulo, Lia Cintra Rolim e Julieta Scarago, realizaram a primeira reunião do “Praesidium N. Sra. de Fátima”, com a presença do Pe. Ernesto Preti e de 12 leigos da paróquia. Na mesma data, as mesmas legionárias paulistas, com a acolhida de D. Felício da Cunha Vasconcelos, bispo auxiliar da Arquidiocese, e o apoio do Mons. Frederico Hobold, da Catedral Metropolitana, fundaram o “Praesidium N. Sra. do Desterro” (Centro, Florianópolis).

Logo então, a Legião de Maria implantou-se em outras paróquias da Arquidiocese de Florianópolis, como (primeiros núcleos): Biguaçu: 7 de julho de 1958, com o “Praesidium N. Sra. Auxiliadora” (Paróquia de São João Evangelista); Saco dos Limões (Florianópolis): 2 de maio de 1959, com a presença do Pe. Fr. Osório Stoffel,ofm, e das legionárias da Catedral Metropolitana, Vanda Miroski e Zaida Pereira, e outros quatro leigos da comunidade, iniciou-se o “Praesidium Auxílio dos Cristãos” (Paróquia de N. Sra. da Boa Viagem); São João Batista: com o incentivo do Mons. José Locks, criou-se o “Praesidium N. Sra. do Monte Serrat” (Paróquia de São João Batista), em 1962; Capoeiras (Florianópolis): o “Praesidium N. Sra. do Perpétuo Socorro” (Paróquia de São João Batista e Santa Luzia) foi fundado por Nely Texeira e Rosa Lima Borges, em agosto de 1978. Estes foram os primeiros “Praesidia” (núcleos legionários) fundados nas 5 “Curiae” (conselhos administrativos) presentes na Grande Florianópolis, afiliados ao “Comitium Immaculata”, conselho administrativo superior.

Celebrando o seu centenário, neste mês de setembro, a Legião de Maria deseja que o amor cristão para com todos, também dos legionários entre si, seja levado avante como se o próprio Jesus Cristo fosse o portador desse amor. Deve ser a característica de toda a Igreja e da Igreja toda, o conjunto de todos os leigos. Amando cada pessoa com intensidade, os legionários de Maria estarão assumindo a “grandiosa campanha pela causa de Deus”. E lembre-se que Maria é o coração da Legião. O amor cristão deve brotar deste coração imaculado que é Maria. Esta convicção deve estar presente nos legionários.

Salve Maria!

Marcio Murilo Martins Secretário do Comitium Immaculata

Florianópolis


16 visualizações