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O Mês da Bíblia surgiu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica das Paulinas até posteriormente ser assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e estender-se ao âmbito nacional.


Entre os objetivos do Mês da Bíblia estão contribuir para o desenvolvimento das diversas formas de presença da Bíblia na ação evangelizadora da Igreja no Brasil; criar subsídios bíblicos nas diferentes formas de comunicação; e facilitar o diálogo criativo e transformador entre a Palavra, a pessoa e as comunidades.


Na Arquidiocese de Florianópolis, segundo o arquivo da Revista Pastoral de Conjunto, que depois evoluiu para o Jornal da Arquidiocese, as mobilizações para o Mês da Bíblia começaram no início da década de 80. Porém ações mais específicas sobre a Palavra de Deus por ocasião do Dia da Bíblia, no último domingo de setembro, são relatadas desde as primeiras edições, nos anos 60.


Uma atividade se destaca nos registros jornalísticos da época pelo tamanho da mobilização que teve no início dos anos 70: a Maratona Bíblica. A iniciativa surgiu de um grupo de jovens da Catedral Metropolitana coordenado pelos padres Pedro Koehler e Pedro Martendal. A dinâmica seguia por todo o mês de setembro, quando, a cada semana, novas perguntas eram divulgadas por rádios e jornais da Grande Florianópolis. Os participantes tinham que enviar pelo Correio a resposta e concorriam a diversos prêmios. Em 1971, a organização recebeu mais de 10 mil cartas-resposta. No ano seguinte, foram quase 50 mil!


Roteiros de oração motivam intimidade com a Palavra nas famílias A Coordenação Arquidiocesana de Pastoral disponibiliza, semanalmente, dois conteúdos para oração em família durante a pandemia do novo coronavírus.


O roteiro “Oração em Família” é lançado todas as sextas-feiras e reflete sobre o Evangelho do domingo. Durante a semana, é lançado o roteiro para “Leitura Orante em família”, como uma sugestão para as famílias, a ser feito a partir de uma leitura selecionada, seguindo os passos da leitura orante, como leitura, meditação, oração e contemplação.


Os documentos não sugerem uma celebração e nem uma reunião do GBF, mas um momento de oração centrado na Palavra de Deus.


Em uma comunicação especial aos padres no início da iniciativa, em maio de 2020, o Arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, afirma perceber “o grande esforço que cada um está fazendo para estar unido ao povo da sua paróquia durante este tempo de pandemia.” Na impossibilidade que algumas famílias têm de celebrar juntos nas missas abertas ao povo, é preciso, segundo ele, “encontrar modos de ajudar o povo a alimentar a sua fé. Uma vez que não podem vir à igreja para a celebração e nem podem se reunir nos GBF, a sugestão é que se incentive a oração na família.”


Matéria publicada na edição 282 do Jornal da Arquidiocese, de setembro de 2021.

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